RS quer produzir etanol de arroz

Cadastrado em 12/07/2011

Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul estudam a possibilidade de produzir etanol a partir do granel. Incentivados pela Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os arrozeiros estão elaborando um documento sobre o assunto para ser enviado para a presidente Dilma Rousseff.

Um dos motivos que levaram os estudos foi a escassez de produção de etanol no Estado, atualmente de nove milhões ao ano, e o alto consumo gaúcho, aproximadamente 1,35 bilhão anualmente. O Rio Grande do Sul não possui um grande plantio de cana-de-açúcar, contudo tem uma forte cultura de arroz.

Analisando este cenário, a Vinema Multioleos Vegetais, companhia que produz óleo de mamona e girassol, iniciou a pesquisa para a fabricação de etanol a partir do arroz. Para produzir o biocombustível com esta matéria prima, a empresa utilizaria a quirera de arroz (arroz quebrado), que não tem classificação para a indústria alimentícia, ou ainda faria uso do sorgo granífero, insumo normalmente destinado à rotação de cultura nas lavouras de arroz.

Vilson Neumann Machado, diretor de projetos e desenvolvimento da empresa, avalia que 14% do granel que é entregue não são aproveitados para alimentação humana, este volume poderia ser utilizado para produzir o etanol. Além disso, o executivo defende que o excedente da produção seja aproveitado para fabricar o combustível. Atualmente, o Brasil produz 13 milhões de toneladas do produto e consome apenas dez.

A Vinema acredita que poderá instalar seis usinas no Estado; nas cidades de Cristal, Dom Pedrito, Alegrete ou região, Cachoeira do Sul ou arredores, em Santo Antônio da Patrulha e em Capão do Leão. No entanto, a empresa ainda procura parceiros para viabilizar este projeto, como o BNDES.

Além desta empresa, a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) também estuda a produção de etanol por fontes alternativas a cana-de-açúcar como arroz, mandioca, batata doce e sorgo sacarino. No caso específico do arroz, estão sendo avaliados qual o tipo que possui mais eficiência na fabricação do biocombustível, o com a casca, o sem a casca, o com polimento ou o sem polimento.

Os testes deverão zerar os impactos ambientais, pois os restos serão destinados à alimentação ou a fabricação de biofertilizantes. A intenção, segundo Harold Ospina Patino, professor da Instituição, é que os produtores de arroz tenham micro usina e destilem o etanol para abastecer seus veículos de passeio, utilizem no trabalho da terra ou mesmo para venda.

Fonte: Webtranspo.com.br

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