Mesmo após anúncio de Temer, caminhoneiros protestam em 22 estados e no DF

Cadastrado em 28/05/2018

Apesar do presidente Michel  Temer (MDB) ter anunciado, na noite desse domingo (27), novas propostas para dar fim à greve dos caminhoneiros , a paralisação segue em diversos estados. Na manhã desta segunda-feria (28), foram registrados protestos em pelo menos 17 estados e no Distrito Federal.

No pronunciamento de ontem, o emedebista se comprometeu a reduzir em 46 centavos por litro o preço do diesel. O desconto valerá por 60 dias e, após eles os reajustes do diesel serão feitos mensalmente. No entanto, o fim da greve dos caminhoneiros ainda é incerto.

Hoje cedo, foram registrados protestos em Alagoas, no Amapá, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso, no Pará, em Paraíba, em Pernambuco, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Sergipe, em São Paulo e em Tocantins. 

Os problemas decorrentes das manifestações, portanto, continuam por mais esse início de semana. Há desabastecimento em postos de combustíveis, aeroportos sofrem com falta de gasolina e mercados já apresentam prateleiras totalmente vazias em todo o País. Muitos ônibus deixaram de circular nesta segunda-feira, aumentando a demanda pelo transporte de trilhos. 

A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, declarou, por meio de comunicado oficial, que as aulas da graduação estão suspensas. O mesmo acontece em algumas faculdades de pós-graduação da USP. Além dela, outras centenas de escolas, faculdades e instituições de ensino estão com as aulas paralisadas.

O governo estadual do Mato Grosso decretou esta segunda como ponto facultativo, devido à greve. Já o Rio de Janeiro, continua em estágio de atenção. A prefeitura fluminense entrou em estágio de atenção na tarde de sexta-feira (25).

Acordo pelo fim da greve dos caminhoneiros

Além da redução no preço do diesel, o governo federal concordou em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões, isto é, sem carga, em todo o País, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário, que é uma das reivindicações antigas e que, agora, será votada no Senado em regime de urgência. As duas mudanças serão garantidas por uma medida provisória assinada pela presidência.

Essas determinações constaram em uma edição extra no Diário Oficial da União, publicada ainda ontem. A expectativa do Palácio do Planalto é que a paralisação, que já entra em seu oitavo dia, termine logo.

"Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado", disse Michel Temer.

Temer afirmou também que, durante o fim de semana, o governo avançou na negociação dessas novas medidas para tentar pôr um fim à greve dos caminhoneiros . "Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras".

 

FONTE: Portal IG

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