Rodovias gaúchas estão em boas condições, diz estudo da CNT

Cadastrado em 03/11/2011

De acordo com a 15ª edição da pesquisa de rodovias divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), as condições das estradas do Rio Grande do Sul foram consideradas satisfatórias, além de estarem acima da média da região Sul do País. O sistema rodoviário gaúcho totaliza 153.632km de extensão. No entanto, apenas 11.648km correspondem a rodovias federais e estaduais pavimentadas.

 

A extensão pesquisada no Estado, neste ano, totalizou 7.958km, ou seja, 68,3% das rodovias federais e estaduais pavimentadas. Do total analisado, 62,0% foram considerados bons, o que representa 4.938km, e 3.020km (38%) foram classificados como deficientes, dos quais apenas 790km (10,0%) foram considerados como críticos.

 

A pesquisa levou em conta rodovias que conectam os principais municípios entre si e com a Capital e que garantem acesso aos portos, principalmente ao Superporto do Rio Grande. O estudo apontou que em 77,3% dos trechos avaliados a pintura das faixas laterais está visível, classificado pela pesquisa como bom. A sinalização nas rodovias foi avaliada como ótima.

 

Em nível nacional, os números apresentados não são tão positivos. Mais da metade das rodovias brasileiras pavimentadas apresenta problemas, segundo a avaliação da CNT. Foram percorridos 92.747km de rodovias. Destes, 53.226km, o que corresponde a 57,4% do total, apresentaram algum tipo de deficiência. De acordo com a pesquisa, 24.899km estão em situação crítica, ou seja, 26,9%.

 

A pesquisa aponta que, em relação ao pavimento, 44.479 km (47,9%) têm problemas. Em relação à sinalização, esse número sobe para 52.738 km, ou 56,9% do total analisado. Além disso, em 88,3% dos trechos analisados predominam pistas simples de mão dupla. Em condições favoráveis, avaliado como ótima ou boa condição pelo estudo, estão 39.521 km, o que corresponde a 42,6% da extensão pesquisada.

 

"Se o governo não resolver os problemas das rodovias, o Brasil vai sofrer um colapso de transporte. A proposta de desenvolvimento para os próximos anos estará comprometida, caso não sejam feitos os investimentos necessários", alerta o diretor executivo da CNT, Bruno Batista. A entidade avalia que serão necessários R$ 200 bilhões em investimentos apenas em rodovias, a fim de deixá-las em boas condições. Em 2010 foram investidos apenas R$ 13 bilhões. Destes, R$ 9 bilhões tiveram como destino as rodovias federais.

 

Segundo Batista, o cenário piorou na comparação com a pesquisa feita em 2010. "Em relação ao passado, se verifica um decréscimo em termos de qualidade. Nossa grande preocupação é que, no ano em que o governo mais investiu em rodovias, as condições não mudaram. Isso mostra que o governo não está investindo de forma correta, e que existe um problema gerencial que precisa ser muito bem equacionado e de forma rápida", disse o pesquisador.

 

Sobre os grandes prejudicados frente à situação das rodovias brasileiras, Batista afirma que quem acaba pagando por isso é a indústria, que perde competitividade, e o consumidor, que acaba pagando mais caro pelos produtos. "Isso sem falar no crescente número de mortes que acontecem diariamente nas estradas", acrescentou. Outro dado apurado, em relação à pesquisa anterior, foi o aumento no número de pontos críticos, passando de 109 para 219 em 2011.

 

Como nos anos anteriores, a pesquisa aponta que o Sudeste do País é a região que apresenta as melhores condições de rodovias. Do total de 26.778km avaliados, 24,6% são classificados como em ótimo estado; 30,7% como bom; 28,2%, regular; 13,2%, ruim e 3,3%, péssimo.

 

Em seguida aparece a região Sul, com 19,7% do total de 16.199km analisados como em ótimo estado; 40,7% em bom estado; 26,3% classificados como regulares; 10,7% como ruins e 2,6% como péssimas.

 

Em relação à qualidade de pavimentação, os resultados do levantamento feito pela CNT mostram que 46,6% das estradas apresentam pavimento ótimo; 5,5%, pavimento bom; 33,9%, regular; 11,2%, ruim; e 2,8%, péssimo.

 

Nesse quesito são observados itens como se o pavimento está perfeito, com buracos e se obriga redução da velocidade. De acordo com o estudo, o pavimento das rodovias, em geral, apresenta defeitos que acabam prejudicando a atividade de transporte de cargas e de passageiros no País.

 

No que diz respeito às diferenças existentes na administração, a confederação aponta que, das que estão sob concessão (15.374km), 48% foram classificadas como ótimas; 38,9% como boas; 12% como regulares; 1,1% como ruins e nenhuma foi avaliada como péssima. No entanto, entre as rodovias sob gestão pública (77.373km), somente 5,6% foram avaliadas como ótimas; 28,2% como boas; 34,2% como regulares; 21,5% como ruins e 10,5% como péssimas.

 

Para que a pesquisa fosse feita, a CNT utilizou 17 equipes espalhadas por todo o País durante 39 dias. As rodovias pesquisadas abrangem toda a malha rodoviária federal pavimentada, os principais trechos de rodovias estaduais pavimentadas e as concedidas.


Fonte: Jornal do Comércio - RS.
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