Setcepar critica possibilidade de prorrogação de contratos de pedágio no Paraná

Cadastrado em 11/06/2011

A notícia de uma possível prorrogação dos atuais contratos de pedágio no Paraná não agradou o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Setcepar). Segundo Gilberto Antonio Cantu, presidente do Setcepar, a população deve ficar atenta às negociações entre governo do Estado e as concessionárias de rodovias no Paraná.

"Não concordo com o aumento dos prazos de validade dos contratos, mesmo que haja a redução de tarifas. Mesmo que as tarifas baixem, elas ainda serão muito altas se compararmos com os valores cobrados em outras regiões do Brasil. Tudo isso ainda sem obras. O ideal seria dar andamento às obras ou cobrá-las, neste caso, e não cometer o mesmo erro na próxima licitação de pedágio no Paraná", comenta.

A notícia de que o governo não descarta prorrogar os contratos até 2037 foi dada pelo jornal Gazeta do Povo.

Cantu lembra que o preço do pedágio no Paraná quase triplicou desde o início da concessão, tendo um aumento de 185%, sem quase nenhuma contrapartida para os usuários das rodovias, uma vez que as principais obras foram postergadas. "Este possível acordo ainda está longe do ideal. Além disso, este custo abusivo, fora os inúmeros impostos destinados ao cidadão, pesa no bolso dos paranaenses, que precisam se unir contra uma proposta ineficaz que irá, futuramente, prejudicar ainda mais quem precisa utilizar as rodovias do Estado", afirma.

Para o presidente é preciso estar alerta e cobrar iniciativas do governo do Paraná e das concessionárias de pedágio que de fato irão funcionar. "Não sou contra pedágio, desde que ele seja bom para todos os lados. Tarifa justa e obras em andamento podem ser realidade. Basta querer e ter quem regule esta questão. Fato que parece estar esquecido nestas negociações", finaliza.

Fonte: Revista Carga Pesada

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