Produção de grãos subirá 23% até 2021

Cadastrado em 16/06/2011

O Brasil deve expandir a sua produção de grãos em 23% até 2021, segundo projeção do Ministério da Agricultura no estudo "Brasil - Projeções do Agronegócio 2010/11 a 2020/21", divulgado ontem pelo ministério, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embra­pa). De acordo com o relatório, em uma década a área de colheita deve ser aumentada em 9,5%. Segundo o estudo, a produção de feijão, arroz, milho, soja em grão e trigo deve superar 175,8 milhões de toneladas em 2021. No ano passado, a safra desses produtos foi de 142,9 milhões de toneladas.


O algodão é outro produto que deve se destacar nos próximos dez anos. Atualmente o país produz 1,6 milhão de toneladas de algodão; a estimativa é de aumento de 47,8% na produção. Em relação à exportação, a expectativa é de uma variação positiva de 68,4%, passando das 500 mil toneladas atuais para 800 mil toneladas. A cana-de-açúcar deve ter expansão de 2,02%, passando de 9,4 milhões de toneladas atualmente para 11,5 milhões em 2021.


Carnes - A produção de carnes (frango, bovina e suína) deve ter uma expansão de 27% no inicio da próxima década e, com isso, o volume deve superar 31,2 milhões de toneladas. Atualmente, a produção é de 24,6 milhões de toneladas.


Dentre os três tipos de carne, o frango deve se destacar, com projeção de aumento de 33,7% nas exportações e 30% na produção.

A maior parte do que será produzido de carnes, nos próximos dez anos, será usado exclusivamente no consumo interno. Ao todo, 67% do frango, 83% da carne bovina e 81% da carne suína deverá ficar no Brasil.


Liderança - A produção de alimentos no Brasil está em forte crescimento e deve levar o país a se tornar o maior fornecedor do mundo nos próximos anos. "Somos o segundo maior produtor internacional de alimentos. Estamos nos aproximando cada diz mais dessa liderança, que hoje é dos Estados Unidos", disse na manhã de ontem o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.


O ministro afirmou que o Brasil tem batido sucessivos recordes de produção de alimentos e que isso se deve ao fato de que os preços são remuneradores para o agricultor. "Só tem um jeito de o Brasil não ser protagonista: seria a depressão dos preços agrícolas", disse. De acordo com o ministro, a questão da produção e acesso mundial de alimentos estará na pauta do encontro do G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), previsto para ocorrer na quarta-feira da próxima semana. "Estamos levando ao G-20 uma posição de solidariedade aos países mais frágeis do ponto de vista da segurança alimentar", disse. O ministro salientou também que outro ponto que será discutido na ocasião é a "financeirização" das commodities (matérias-primas) agrícolas. "Só há uma maneira de enfrentar volatilidade dos preços: aumento da produção", afirmou. Mas o ministro lembrou que o resultado apresentado ontem é baseado em dados conservadores. "Não são eufóricos", disse.

 

Fonte: Gazeta do Povo

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